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sábado, 19 de abril de 2014

Sofrido, suado e dramático: Assim o Atlético venceu Elche em La Liga



Foi um sufoco esses três pontos. Simeone disse nas entrevistas pré-jogo que nesta reta final de temporada, o Atlético não pensaria mais jogo a jogo e sim em final em final. E foi como uma decisão mesmo o jogo desta sexta. Por jogar na terça, contra o Chelsea pela UEFA Champions League, a Real Federação Espanhola antecipou o jogo para a abertura da rodada.

Mais do nunca, por jogar antes dos seus adversários, o Atletico entrou tenso no jogo. Com a responsabilidade de vencer o jogo, os primeiros minutos foram complicados para o time de Simeone. O time finalizou pouco e as que conseguiu foram para fora.
O principal jogador do time, Diego Costa foi bem marcado e não conseguiu jogar. Adrián, que foi a arma do Atletico para superar o Barcelona, foi nulo na partida de hoje. Koke que também foi muito bem, não mostrou o mesmo futebol de jogos anteriores.

Pegando mais uma vez a frase do treinador do Atlético, era uma final esse jogo contra o Elche. E como toda a final, é difícil se ter bom futebol. Por se tratar de um jogo tenso, uma taça e principalmente, porque os dois times estão com medo de perder o jogo. 

As grandes chances do primeiro tempo, foram do Elche. Javi Marquez arriscando um petardo da entrada da grande área, exigindo espetacular defesa de Courtois, que jogou a bola para escanteio. Na sequência do lance, o Elche assustou mais uma vez. Sapunaru cabeceou bonito e o guarda-redes colchonero brilhou mais uma vez, fazendo mais um milagre no Calderón.

É amigo, é final. Quem disse que em pontos corridos não se tem emoção, tensão e outros sentimentos? Como no jogo contra o Villarreal, Cholo deixou de ser técnico e passou a ser maestro. Orquestrou os torcedores colchoneros para incentivar o time. Mais uma vez, o torcedor atendeu o pedido de seu maestro e apoiou o time no momento mais tenso do jogo. 
No intervalo, o Atletico mudou seu time. Adrián saiu e Raúl Garcia entrou. O talismã colchonero entrava em campo para resolver o problema do time da casa: a finalização.

Garcia pouco conseguiu finalizar, até porque o problema do Atlético não estava no comando de ataque. O problema era no setor de criação. Então Simeone chamou seu outro talismã, Diego. Armador clássico, pra fazer essa bola chegar aos seus atacantes. 
A grande chance apareceu. Com Raul Garcia, cavando um pênalti bem suspeito. Sapunaru se enroscou com o camisa 8 e juizão foi lá e deu a penalidade. David Villa chamou a responsabilidade, já que Diego Costa errou na rodada passada. Mas Villa também errou o penal, aliás telegrafou onde bateria e o goleiro Manu Herrera não teve dificuldades para pegar o pênalti.

Restava ao Atlético a bola parada. Simeone tirou David Villa e colocou Sosa, justamente pelo argentino ser especialistas nas bolas paradas. Escanteios, faltas laterais era tudo com José Sosa. Em um corner pela direita, Sosa achou Miranda livre na segunda trave. O zagueiro brasileiro (ALÔ FELIPÃO), cabeceou com extrema consciência e achou um espaço entre a trave e o goleiro Manu Herrera, 1-0. 

Explodiu de emoção o Vicente Calderón. Por alguns minutos, Simeone esqueceu do que acontecia em campo e passou a observar seu torcedor, que seguiu empurrando o time até o final do jogo. Pra fechar o jogo, faltava um gol do grande destaque do time. Aos 90'+1, Diego Costa arrancou em direção ao gol e foi empurrado por Sapunaru. O veterano zagueiro romeno foi expulso. Diego pegou a bola e foi pra batida. Usou sua experiência e deslocou Manu Herrera e marcou seu vigésimo sétimo gol na Liga das Estrelas.

Como numa final, o protagonista do campeonato decidiu e levou o Atlético a conquista de três pontos importantíssimos. Foco agora é na Liga dos Campeões. Contra o Chelsea na terça-feira, no Calderón, os colchoneros querem seguir escrevendo uma nova história. Uma história de que não é preciso ser milionário, não precisa gastar os tubos, não precisa ter os melhores do mundo. Uma história em que clube, jogadores, técnico e o principal, a TORCIDA vivem uma harmonia contagiante.

Ouça os gols do jogo, com a narração de Rodrigo de Oliveira e os comentários de Emanuel Mourão